| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Turdidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | T. subalaris |
O sabiá-ferreiro é uma ave passeriforme da família Turdidae. Também conhecido como molafaca, ferreirinho, sabiá-cinza, sabiá-azulina e sabiá-campainha.
Seu nome científico significa: do (latim) Turdus = Tordo; e do (latim) subalaris = asa pequena. ⇒ Tordo de asas pequenas.
Mede entre 19 e 21,5 centímetros de comprimento e pesa entre 44 e 55 gramas.
Apresenta dimorfismo sexual.
O macho adulto da espécie apresenta a cabeça de coloração cinza escura com as laterais do pescoço na coloração é cinza claro. Lores escuros e anel periocular amarelo. O dorso, asas, uropígio e cauda de coloração cinza escuro com leve tom amarronzado. A parte inferior do dorso é cinza ligeiramente mais leve que o do que a parte superior do dorso A cauda apresenta cinza apresenta ligeiro reflexo acastanhado. A garganta e queixo são brancos com listras pretas abundantes. O peito e o ventre são cinza e cinza pálido respectivamente, tornando-se branco no centro do abdômen e na região do crisso.
O bico, pernas e pés são amarelos.
A fêmea apresenta a coloração geral cinza pardacenta, tornando-se mais escuro ou cinza oliváceo, nas coberteiras da asa e no dorso. A cauda é cinza olivácea. A parte inferior é mais clara que as partes superiores, apresentando coloração cinza claro amarronzada. O centro da barriga é cinza esbranquiçada. O anel periocular da fêmea é amarelo, porém é muito fino e pálido. O queixo e garganta são bege esbranquiçados, com estrias escuras muito finas. O lado do queixo é delimitado por uma estria malar cinza acastanhado. O bico é cinza escuro com uma base amarelada da mandíbula inferior. As pernas possuem coloração variando do cinza ardósia ao marrom amarelado.
Os imaturos da espécie apresentam aparência semelhante a das fêmeas, embora um pouco mais escuro na cabeça e partes superiores. As penas do manto, coberteiras e rêmiges podem apresentar as terminações bege ou laranja. As partes inferiores têm uma coloração acinzentada predominante com terminações marrom, causando padrões sob a forma de escamas. O centro da barriga é branco com bordas e padrões mais discretos. O bico, pernas e pés são marrom escuro.
Vocalização: chamado tsêk; canto de timbre metálico; grito metálico alto e freqüentemente repetido, que soa variadamente com uma martelada na bigorna, um guinchado de dobradiça velha ou como um sino não ressoante.
Esta espécie distingue-se do seu congênere Turdus amaurochalinus (sabiá-poca) principalmente por possuir a coloração cinza menos olivácea, anel periocular amarelo, bico amarelo, tarsos e pés amarelos.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Obs: Para alguns autores é considerada como uma subespécie do (Turdus negricepes).
Alimenta-se de pequenos artrópodes, invertebrados, mas principalmente de frutas. Na categoria de invertebrados, existem caracóis, besouros, formigas e moscas.
O ninho é construído com musgo, finos galhos, cipós e raízes e é construído a cerca de 4 metros acima do solo em uma árvore cuja folhagem é densa e com sombra. A postura geralmente inclui três ovos azuis com manchas marrons.
É uma espécie de hábitos tímidos e é extremamente discreta. Eles muitas vezes permanecem escondidos na folhagem e são muito difíceis de observar, mesmo quando eles cantam ou emitem suas várias formas de vocalizações. O melhor momento para vê-los é quando eles estão nos galhos baixos das copas das árvores.
Ocorre da Argentina, Paraguai e Bolívia localmente até o Rio de Janeiro(Itatiaia) e Minas Gerais, durante o inverno, Goiás e Mato Grosso (alto Xingu) (SICK,1997), sendo espécie muito comum em localidades no Estado do Rio Grande do Sul, como Gramado-Canela e no Parque Nacional Aparados da Serra, locais onde também foi constatado por nós, sendo facilmente ouvida, principalmente no final da primavera e início do verão, época de procriação. Ave migratória de rota pouco conhecida, mas que passa o inverno nas regiões centrais e parte do sul da Amazônia, retornando ao Estado sulino para procriar, segundo SICK (1997). No retorno vem parando em fragmentos florestais, onde fica alguns dias, já vocalizando, como observamos anteriormente no Parque Estadual da Cantareira (SANTOS,2010b), também no Estado de São Paulo, e como nos informou Jacques Vielliard (com. pess.), e ainda como relata SICK.(RIBEIRO)
Consulta bibliográfica sobre subespécies: